A visita do Rei Charles III aos Estados Unidos é um passo ousado do Reino Unido para reformular a diplomacia.
Na segunda-feira, 27 de abril de 2026, a jornalista Kimberley Meza, apresentadora do programa “Conectados” da rede internacional de televisão Univision USA, entrevistou o Tenente-Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, especialista em geopolítica, estratégia e defesa nacional, via Zoom, de Bogotá, Colômbia. O objetivo da entrevista era analisar os resultados esperados da visita do Rei Carlos III aos Estados Unidos em um momento de elevada tensão nas relações diplomáticas e na cooperação mútua entre as duas nações. Em suas respostas, o Coronel Villamarín Pulido destacou que: Desde a visita sem precedentes da Rainha Elizabeth II ao General Dwight Eisenhower em 1956, não havia ocorrido uma situação tão tensa entre os dois países. Espera-se que Melania Trump cuide dos aspectos diplomáticos e de protocolo, pois, dada a sua tradicional falta de tato, o presidente dos EUA poderia cometer um erro grave que poderia melhorar a situação. Espera-se que o Rei amenize as tensões e que a Casa Branca divulgue um comunicado sobre a visita do monarca na sexta-feira. Não é aconselhável realizar uma coletiva de imprensa após a reunião a portas fechadas no Salão Oval na terça-feira, 28 de abril. Trump certamente dirá que o Rei é uma ótima pessoa, que as relações estão em um nível excelente, que o Primeiro Ministro Starner é um homem maravilhoso, mas há o risco de que ele ataque os britânicos novamente logo em seguida, dada a sensibilidade deles a linguagem desrespeitosa.