Quinze anos depois do seqüestro massivo no Edifício Miraflores, as FARC continuam impondo iniciativa político-estratégica na guerra
Naquela época, Tirofijo e os demais cabeças das FARC passeavam orgulhosos pela zona despejada de 42.000 km2, ao mesmo tempo em que todos os dias o país conhecia pelos meios de comunicação atrocidades perpetradas por frentes farianas em todo o país. Romaña aterrorizava os viajantes na via Bogotá-Villavicencio mediante as “pescas milagrosas” [1]. Karina e o cocho Guzmán massacravam policiais, soldados e civis a granel em Antioquia e Chocó. Desde a sede das conversações, Simón Trinidad ordenava seqüestros e extorsões na Costa Caribe. Pablo Catatumbo e Alfonso Cano dirigiam desde o Caguán uma empresa criminosa de narco-tráfico e terrorismo no sul do Tolima e do Valle.