Política de Segurança e Defesa de De La Espriella requer Plano Lazo 2.0 para evitar erros passados
Por: Luis Alberto Villamarín Pulido Introdução A segurança e a defesa nacional na Colômbia exigem pragmatismo, desprovido de dogmas ideológicos, mas fundamentado na realidade histórica do conflito armado. A política do governo De La Espriella, orientada a restabelecer a firmeza institucional, exigir resultados operacionais contundentes das Forças Militares e reestruturar o aparelho estatal de segurança, visa reconstruir a ordem institucional da República. No entanto, exigir resultados operacionais per se acarreta riscos sistêmicos. Seria preferível integrar holisticamente a inadiável contundência militar a um "Plano Lazo 2.0". Não para repetir métodos da década de 1960, mas para evoluir o conceito de ação integral do Estado, no qual a força coercitiva da lei avance em sincronia com a guerra política, a ação psicológica, o desenvolvimento comunitário e institucional, e uma sólida fortificação moral e constitucional. Da mesma forma, é necessária a reestruturação do ente reitor da paz e da segurança nacional, empoderando a Consejería Nacional de Seguridad (Conselho Nacional de Segurança) sob a direção de um oficial militar de carreira probo e idôneo. Este órgão deve coordenar a submissão dos terroristas à justiça, e não prolongar suas vantagens no tempo. Soma-se a isso a imperiosa necessidade de cimentar um projeto de Estado para 40 anos, surgido de um partido político doutrinário.