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A morte de Hugo Chávez não minimiza o complô comunista contra a Colômbia

Por Luis Alberto Villamarin Pulido

 

      Tradução: Graça Salgueiro

     Luis Alberto Villamarin PulidoComo é óbvio se supor, as primeiras reações políticas e midiáticas em torno da anunciada morte do pitoresco e traiçoeiro mandatário venezuelano Hugo Chávez, dão espaço para centenas de especulações e suposições de gregos e troianos.

     Distinto a quem seja o sucessor do empório comunista orquestrado pela ditadura cubana em Caracas, para que a “revolução chavista” tenha continuidade, há algo claro e concreto: 

     Complot Contra Colombia - (Secretos de los Computadores de Raul Reyes)A morte do pró-terrorista Hugo Chávez não minimiza o complô comunista contra a Colômbia, devido a que seus co-partidários continuam aferrados ao timão do governo venezuelano e ao manejo dos petro-dólares para apoiar as FARC e os governos cúmplices membros do Foro de São Paulo, da ALBA e a interação com o Plano Estratégico das FARC.

    Nesse sentido, uma eventual queda da ditadura cubana seria mais efetiva para minimizar a agressão comunista armada e desarmada contra a Colômbia. A razão é óbvia.

    Possuidores de informação privilegiada acerca da saúde de Chávez e conscientes de que para sustentar seu despotismo na ilha e influência sobre seus peõezinhos em Quito, Manágua, La Paz, Buenos Aires, Montevidéu e Brasília, para subsistir na paisagem pró-delitiva no continente, os ditadores Castro, que necessitam dos petro-dólares e da ação demagógica de um boquirroto desrespeitoso como Chávez, devem ter previsto o curso de ação a seguir após a morte de Chávez.

     E a Colômbia está no epicentro do plano de ação dos comunistas latino-americanos, dada a posição geo-estratégica, a importância geo-política e a abundante riqueza de nosso país, objetivo de velha data da ditadura cubana e seus cúmplices que, incapazes de conseguir esse objetivo político, dedicaram ingentes esforços para apoiar o narco-terrorismo das FARC e do ELN.

     Só a falta de dignidade de Juan Manuel Santos ou o cinismo de Ernesto Samper podem ser referências para expressar condolências ao povo venezuelano pelo desaparecimento de um bandido de colarinho branco, que durante mais de uma década facilitou espaço político e margem de manobra às FARC e ELN, grupos terroristas aos quais lhes deu gabinetes no Fuerte Tiuna, protegeu seus cabeças, apoiou com armas e dinheiro, contatou com traficantes internacionais de armas e drogas, relacionou-se com terroristas islâmicos e com cinismo declarou na sede da Assembléia venezuelana que para seu questionado governo os terroristas colombianos tinham status de beligerância.

     Talvez a saída de Chávez do cenário político latino-americano reduza o apoio midiático de Caracas às FARC, porém isso não equivale a que este apoio desapareça ou se minimize. Pelo contrário, é de se esperar que para manter a torta Nomenklatura comunista que com certeza implantarão Maduro, Cabello, Jaua e demais bajuladores de Chávez, estes novos governantes da maltratada Venezuela recorram às FARC para apoiar os grupos de civis armados que defendem a revolução chavista e, ao mesmo tempo, os sustentem no poder, para o qual contarão com a desesperada assessoria dos irmãos Castro, e milhares de terroristas cubanos instalados por Chávez na Venezuela para desenvolver seu ambicioso projeto.

     Portanto, o chavismo será o principal padrinho da farsa Santos-FARC em Havana, inclusive o eventual uso da força militar contra a Colômbia, primeiro em apoio às FARC quando se produza o rompimento das conversações, ou em apoio ao camarada Ortega em torno ao desacordo do mar territorial do Arquipélago de San Andrés e Providencia. Além disso, porque as FARC fazem parte do projeto totalitário do socialismo do século XXI.

     Os discursos ou mensagens dos governantes do hemisfério, cúmplices das FARC, corroboram que a malta comunista teceu, tece e continuará tecendo um complô contra a Colômbia, para instalar no Palácio de Nariño um delinqüente de colarinho branco, daqueles que aparecem registrados nos computadores apreendidos de Raúl Reyes, o Mono Jojoy, Iván Ríos e Alfonso Cano, porém que não investigaram nem julgaram o governo nacional nem a por sempre questionada justiça colombiana.

     Em síntese, foi-se um inimigo da Colômbia, um comunista traiçoeiro e perigoso, e um sinistro sócio das FARC. Porém, sua morte não significa o fim do complô comunista contra o país, nem uma contribuição para que a farsa das conversações de Havana enderece o rumo que convém ao país, nem muito menos para que Correa, Evo, Ortega, Dilma, Mujica, os irmãos Castro e Maduro suspendam o apoio às FARC que, repetimos, fazem parte de seu projeto totalitário integral no continente.

     Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido*

     Analista de assuntos estratégicos - 

      www.luisvillamarin.com

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