Artigos em Português

Santos não é confiável, nem digno Comandante Supremo das Forças Militares

Por Luis Alberto Villamarin Pulido

    Tradução: Graça Salgueiro

    Em entrevista com o periódico Integración, o coronel Luis Alberto Villamarín Pulido analisa para os leitores as razões pelas quais os membros da reserva ativa das Forças Militares e dos familiares de militares e policiais ativos, não devem votar pela re-eleição presidencial de Juan Manuel Santos.

    Qual é o panorama das Forças Militares frente às próximas eleições presidenciais da Colômbia?

    Por respeito à Constituição e à democracia, nem sequer deveria existir a preocupação de qual pode ser o panorama para as Forças Militares e a Reserva Ativa. Porém, na Colômbia os terroristas e os politiqueiros vêem nas instituições militares um obstáculo para seus interesses. As guerrilhas comunistas, como os inimigos que lhes impedem a tomada do poder e os politiqueiros de sempre, as vêem como um mal necessário. E nesse entorno, a embromação santista da paz é grave para a Colômbia, suas tropas e sua reserva ativa.

    Como a paz com as FARC afetaria as Forças Militares?

    As FARC não querem a paz, querem a continuação da guerra de classes entre comunistas e capitalistas, que só pode se acabar quando os comunistas estiverem no poder e tenham eliminado as liberdades individuais, a propriedade privada, a livre empresa e o sistema constitucional vigente. O ponto álgido do assunto, é que em sua infinita vaidade egocêntrica e desmesurada ambição re-eleicionista, o presidente Juan Manuel Santos deixou-se impor a agenda, os tempos e os interesses das FARC em detrimento da institucionalidade, do bem da Colômbia e do futuro das Forças Militares.

    Isto significa que as Forças Militares estão sendo negociadas em Havana?

    Claro que sim. Os comunistas armados e desarmados sabem que a única instituição que se opõe a seu apetitoso desejo de tomar o poder, são as Forças Militares. Por essa razão, exteriorizaram muitas vezes em Havana que é necessário reduzi-las à mínima expressão, limitar suas funções e obviamente integrá-las às ordens do Foro de São Paulo, da ditadura cubana e da ALBA, encabeçada pela Venezuela.

    Em que favoreceria ao Foro de São Paulo, à ditadura cubana e à ALBA, encabeçada pela Venezuela, o recorte administrativo e operacional das Forças Militares?

    Em muitas coisas, nas duas frentes: nacional e internacional. No plano interno, as Zonas de Reserva Camponesa controladas pelas FARC de acordo com a bonachona cessão que já se lhes fez em Havana, cheias de milícias bolivarianas, de movimento bolivariano clandestino, de partido comunista clandestino e de partido comunista legal, terão circunscrição eleitoral especial, e legislação especial para que o governo não entre com instituições militares nem de justiça, senão a serviço das FARC, que uma vez firmados os acordos de Havana não entregariam as armas senão que conviveriam com toda esta gente preparando a ofensiva final para a tomada do poder. E na frente internacional, facilitaria o sonho da Nicarágua de se apropriar do mar territorial colombiano e do prêmio maior: o arquipélago de San Andrés. Assim se favoreceriam as FARC e evidentemente os comunistas do continente.

    E em que isso afetaria as reservas ativas das Forças Militares?

    Em muito, melhor, muitíssimo. Com o argumento populista da paz e de não gastar dinheiro na guerra, que inclusive já é reiterativo na campanha santista e de outros candidatos do mesmo modo politiqueiros, poderia chegar o momento em que colapsarão o pagamento dos vencimentos da reserva, do Hospital Militar, da saúde militar e os militares que entregaram o melhor de suas vidas a serviço da sociedade e de pessoas sinuosas como Santos, acabariam nos cárceres, enquanto os terroristas e criminosos nos cargos públicos ou posando de moralistas, como acontece atualmente com Petro, Navarro e os criminosos do M-19 que os secunda.

    Quer dizer que o presidente Santos tem atuado de maneira apressada em torno da paz com as FARC?

    Não só apressada, senão irresponsável, desleal e traiçoeira com mais de nove milhões de colombianos que o elegeram para que continuasse com a política de segurança democrática contra as FARC, o ELN e as BACRIM, porém, ante o desejo de se re-eleger, ser Prêmio Nobel da Paz e/ou Secretário Geral da ONU, antepôs seu Ego, sua artimanha politiqueira, sua demagogia e sua habilidade como jogador de poker, sobre o que convém à Colômbia.

   Isto significa que a re-eleição de Santos seria inconveniente para a Colômbia?

    Não só inconveniente como letal. Se revisamos seus quatro anos de governo se reduzem em politicagem, demagogia, gasto exagerado do orçamento nacional em publicidade de auto-imagem e viagens da chanceler como sua assessora pessoal de imagem no exterior, gastos desmedidos em programas populistas temporais e sobretudo carência de estratégias a longo prazo, por exemplo, a de enviar alguns delegados escolhidos a dedo, para que entreguem a dignidade do país às FARC em Havana.

    Qual seria a melhor opção dos candidatos para as Forças Militares e a reserva ativa?

    O voto é secreto e pessoal. Ganhou muita força um amplo desejo nacional de votar em branco. É uma opção respeitável e cada um decide. Obviamente Santos e os demais demagogos que estão servindo de porta-vozes para idéias fúteis e farsas de paz, são igualmente letais para as Forças Militares e a reserva ativa. A realidade vista dessa forma, se reduz o espectro a um ou dois candidatos que não são o melhor do melhor para a Colômbia, mas isso é o que a terra dá e no momento não há mais onde escolher.

    Não obstante Santos disse que as Forças Militares não serão negociadas. Não lhe parece que poderia exagerar ao afirmar que estão negociando-as em Cuba?

    Santos também disse que continuaria a guerra frontal contra as FARC e acabou cumprindo ordens com uma equipe de mudos em Havana. Disfarçou um filho de soldado e endeusou a cúpula militar desse momento, e há poucos dias os relevou. Tem uma complexa confusão jurídica com o almirante Arango Bacci e nunca esclareceu isto. Foi ministro da Fazenda e da Defesa e agora é presidente. Em nenhum dos três casos moveu um dedo para solucionar o descarado e inexplicável descumprimento do Estado para pagar o nivelamento salarial de militares e ativos segundo a Lei 4 de 1992. Ao tomar posse pôs como ministro da Defesa um politiqueiro e traidor demagogo de sobrenome Rivera, que em vez de solucionar os problemas salariais dos que o defenderam até com suas vidas, ia ao Congresso da República falar mal das tropas que supostamente representava. E Santos foi cúmplice dessa afrontosa deslealdade de Rivera, a quem “puniu” com uma embaixada na Europa.

     Ou seja, que Santos não é confiável para as Forças Militares?

Santos não é confiável, nem sequer digno de ser o Comandante Supremo das Forças Militares, porque que se despreocupa do pagamento salarial de seus soldados ordenado pela lei, e além disso envia emissários para falar com seus inimigos quando todo mundo sabe que a única coisa tangível para negociar é a entrega de suas tropas, nem é confiável nem digno de ser chefe. O sangue derramado pelas tropas indica que nenhum familiar de um militar ou policial assassinado pelas FARC, ou ELN ou BACRIM, ou dos que ainda sobrevivem a esta guerra, pode votar em uma pessoa como Santos ou os pacifistas de ocasião que pescam votos em rio revolto.

 

 

Compartir Artículo

Comentarios

Inicie sesión para participar en la conversación.

Iniciar Sesión